Principal » Qigong

Qigong

O Qigong, hoje, se encontra em situação de grande popularidade no Mundo, por ser um eficiente método terapêutico. É amplamente utilizado pela medicina tradicional chinesa como terapia de apoio e muitas vezes como principal tratamento para diversas enfermidades, sendo principalmente utilizado para a manutenção da saúde geral.

O Qigong tem as seguintes características:

  • Serve para tratar e prevenir enfermidades, conservar e fortalecer a saúde, conseqüentemente, prolongar a Vida ;
  • Seu método de treinamento é simples e de fácil aprendizado. Basta que se aprenda com consciência e se pratique com disciplina e boa vontade para que se visualize os efeitos de sua prática;
  • A terapia pelo método do Qigong não necessita de aparatos médicos nem de medicamentos específicos ;

Por estas características, o Qigong deve ser divulgado na prática clínica e vale a pena promovê-lo para conservar e fortalecer a saúde, tornando assim as pessoas mais felizes e com isso tornando nosso Mundo melhor.

Se tivermos nas mãos este conhecimento, é nossa obrigação difundi-lo para que cada vez um maior número de pessoas possam desfrutar dos benefícios do Qigong e que possam fazer parte deste Mundo que nós idealizamos, harmonioso, pacífico e próspero.

Nos tempos antigos da China, o Qigong tinha várias denominações diferentes, e dentre elas podemos citar as mais conhecidas, Daoyin (condução do fluxo de Energia), Tuna (Expiração e Inspiração), Jingzuo (exercícios em posição sentada tranquilamente), Zuochan (meditação budista), Neigong (exercícios internos), Weigong (exercícios externos) e Lianqi (exercício de respiração). Depois da fundação da República Popular da China, em 01 de Outubro de 1949, mediante a várias pesquisas feitas por entidades oficiais, se convencionou o nome genérico de Qigong.

O Qigong possui muitas correntes diferentes, este fato se deve as várias culturas emergentes na Nação Chinesa. Esta diversidade cultural permitiu o aparecimento de três Escolas distintas, são elas: A Escola Médica, a Escola Filosófica / Religiosa e a Escola Marcial. Cada uma destas Escolas possuem várias ramificações diferentes e história própria.

A Escola Médica é a escola na qual nos concentraremos pois tem com objetivo principal a prevenção e tratamento das enfermidades em todas as suas manifestações, e ainda conservar e fortalecer a saúde de modo que a pessoa tenha uma vida mais tranquila. Como exemplo desta escola podemos citar o “Jogo dos cinco Animais”, “As Oito Peças de Seda” e os exercícios de La sao.

A Escola Filosófica / Religiosa pode ser sub-dividida em Confucionista, Taoísta e Budista. A Escola Confuciana busca principalmente conhecer as coisas como elas são e suas propriedades, o desenvolvimento das virtudes humanitárias e morais e finalmente a preservação do Qi, que por conseqüência conserva a saúde, o que permite que se pratique a virtude moral por mais tempo. A Escola Taoísta tem como objetivo final cultivar a virtude e fortalecer a saúde, levando em conta o corpo físico e a mente para manter a tranqüilidade que permite que as coisas sigam seu fluxo normal, sem interferências diretas. Os exercícios mais conhecidos desta Escola são o Chanming, o Anmo, o Daoyin, o Chi Li Nung, o Kaimen e o Mohsiang. A Escola Budista tem por objetivo, exercitar a mente, o que exige levar a mente até o vazio, sem as preocupações do dia-a-dia. Este Qi Gong se divide em dois sistemas: uma se chama Bading, que põe ênfase na vacuidade dos 4 grandes elementos ( terra, fogo, água e ar), e a outra se chama Canchan e põe destaque em cultivar a mente e as virtudes para salvar a todos os sêres. Da Escola Budista podemos destacar a seguinte técnica, o Yi Jin Jing, “O Livro da Troca Muscular” que é atribuído a Ta Mo, que introduziu os 18 movimentos básicos de Qigong no Monastério de Shao Lin ;

A Escola Marcial serve principalmente para fortalecer o corpo e manter a saúde, o que permite que se pratique os pesados exercícios de luta. Este conceito original se transformou com o tempo tanto que hoje se pratica o Taijiquan só com o intuito de manter a saúde. Dentro das Artes Marciais devemos ainda dividir em duas ramificações: a Taoísta e a Budista. No ramo Taoísta podemos citar o Taijiquan, o Baguazhang, o Xingyiquan , Bajiquan, o Yifushou, Yiquan e o Fengshou. Dentro do ramo Budista podemos citar “O Sininho de Ouro”, que alguns estudiosos erroneamente acreditam ter desaparecido, as técnicas de “palma de ferro” e “camisa de ferro” e finalmente o Zuochan.

Mesmo que estas Escolas sejam diferentes e usem métodos distintos, o objetivo final sempre será o desenvolvimento do Qi.

Segundos alguns estudiosos o Qigong começou a ser registrado a mais de 2.700 anos no “Huang Ti Nei Jing” (Canon de Medicina Interna), a mais antiga Obra de Medicina Tradicional Chinesa que foi compilada em torno de 700 anos a.C..

Outras obras dedicaram vários capítulos sobre o Qigong, até mesmo obras inteiras foram dedicadas para estudar e teorizar este assunto. Dentre estas Obras podemos citar as mais conhecidas; “Sinopse sobre as Prescrições da Caixa Dourada”, de Zhang Zhong Jing, da Dinastia Han (206 a.C. – 220 d.C.), “O Jogo Dos Cinco Animais” de Hua Tou (141 – 203 d.C.) e “Tratado Geral sobre as Causas e Sintomas das Enfermidades”, que é uma compilação de Chao Yuan Fan entre outros, feito durante as dinastias Sui (581 – 618 d.C.) e Tang (618 – 907 d.C.). Estes são importantes documentos a serem estudados

Como podemos observar, o Qigong tem uma longa história; sua cronologia pode datar de 2.700 anos de extensão. Esta cronologia se refere aos primeiros estudos realmente registrados, porém, sabemos que Qi está diretamente relacionado com a Medicina Tradicional Chinesa e por tanto tem cerca de 3.500 anos do conhecimento da sua existência. O Qigong da maneira pela qual conhecemos hoje teve sua origem durante a dinastia Chou (1122 – 255 a.C.) e sua utilização era apenas para conservar a saúde.

Este longo percurso que o Qigong trilhou até chegar à nós permitiu que se testasse indefinidamente sua eficácia e praticidade, para que assim fosse comprovada a sua utilidade para a Humanidade.